segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Blogs que recomendamos
Recomendamos, a você que gosta de literatura, o BLOGUE DOS POETAS:
Saiba que você também poderá participar deste blogue escrevendo para:
bloguedospoetas@hotmail.com
Outro blogue muito interessante de se conhecer e divulgar, em virtude da temática que envolve o uso e abuso de drogas é o SÓ POR HOJE, que você pode e deve indicar a qualquer pessoa que tenha alguém que precise de ajuda, dependentes e co-dependentes, principalmente:
Do mesmo modo que você poderá dar sua contribuição para o Blogue dos Poetas, o Blog SÓ POR HOJE também permite que você publique seus artigos, para tanto você deve escrever para:
soporhoje10@gmail.com
Participe, escreva, comente, deixe o seu recado. É muito importante a sua participação, escrevendo!
Também pedimos que você recomende aos seus amigos o blog, MAIS SERÁ REVELADO:
http://maiserarevelado.blogspot.com
Além destes blogs temos muitos outros a indicar, muitos dos quais estão na barra lateral direita deste blog, tais como:
Além destes blogs temos muitos outros a indicar, muitos dos quais estão na barra lateral direita deste blog, tais como:
Eterno como Sempre http://eternocomosempre.blogspot.com/
Ponto de Encontro http://excluidosnageral.blogspot.com/
domingo, 10 de julho de 2011
Véu do despeito
Sob o véu do despeito
Acho que inveja e despeito são quase sinônimos, mas como os conceitos são importantes para os que lidam com a palavra, o artigo de hoje se refere ao despeito, que de antipatia gratuita, não tem nada. Despeito é aquele sentimento estranho, que faz com que um colega nos trate mal no primeiro dia de trabalho, que desvia o elogio que nos é endereçado para a observação de que o nosso dedo do pé esquerdo é torto. Portanto, o despeito é motivado pelo reconhecimento do talento do outro. O lamentável na questão do despeito é o fato de que ele embota a inteligência, coloca um véu no bom senso e impede o exercício da cidadania. Encolhido em seu mundinho, o despeitado perde a noção do coletivo, do bem comum, e deixa de prestar um serviço que poderia ser importante, mas que se desvaloriza por uma visão caolha, que não analisa a polaridade de todas as ações realizadas debaixo do sol. De repente, sem mais nem menos, percebe-se uma antipatia gratuita por parte de pessoas que mal nos conhecem, ou que, mesmo nos conhecendo bem, tentam desviar o foco da ação principal para detalhes sem importância.
Muitos de nós se esmeram no autoconhecimento e no aprimoramento das nossas qualidades como passo inicial para uma consciência coletiva, no entanto, a nossa postura diferenciada pode ameaçar pessoas que não estão bem resolvidas e que sistematicamente tentarão diminuir todas as nossas realizações. Se não podem nos destruir tentam, pelo menos, nos colocar no mesmo patamar de mediocridade que elas. Pessoas despeitadas são experts em buscar aliados entre os fracos, fáceis de serem manipulados. O bombardeio de informações negativas, ainda que irrelevantes, pesa mais nas pessoas influenciáveis e o despeitado consegue, assim, chamar a atenção por algum tempo. Até cair no descrédito por causa da repetição de argumentos e da visão unilateral, quase sempre em torno dos próprios interesses.
Ser alvo de uma pessoa despeitada é bem mais cômodo, porque não precisamos nos defender, apenas deixá- la falar. Na vida, como na guerra, os aliados fazem mais diferença que a força dos inimigos e como tão bem conceituou Sun Tzu, a arte da guerra está em vencer, sem precisar se confrontar com o inimigo, o que nos leva de novo ao autoconhecimento e à generosidade com que procuramos entender os nossos opositores. Eles podem até nos fazer bem, sem querer. Podem servir de termômetro para os nossos erros e acertos, bastando para isso que estejamos desarmados, mesmo que eles venham com bombas capazes de acelerar as partículas atômicas do núcleo da paciência.
Não nos faz bem identificarmos com o despeito. Somos transportados para um nível de consciência bem próximo à ralé da alma. O despeitado é um sofredor e, como todo ser humano, merece a nossa compreensão, ainda que não queiramos nos aproximar dele. O despeito é um sentimento torpe, complicado para se eliminar da alma humana e sobrevoa nossos pensamentos como um abutre esfomeado. Basta alguém se destacar em alguma área, por menor que seja, lá estará o cão de guarda de plantão, pronto a apontar o dedo e tentar minimizar o feito do seu próximo. Convém, no entanto diferenciar algumas situações. Não há nada de errado em trabalhar para conquistar melhor posição social, visando o aprimoramento e a eficiência da nossa atividade, sem causar prejuízo ao próximo.
Escrever sobre este assunto não é nada fácil, porque identificamos no outro aquilo que temos em nós mesmos e daí, não temos como nos colocar de um lado da questão, esquivando-nos dos nossos próprios sentimentos. O autoconhecimento é sempre uma saída honrosa para nossos defeitos humanos, à medida em que procura trabalhar as virtudes, sem negar os vícios. Somente tomando consciência da nossa sombra, somos capazes de não julgar o próximo, somos responsáveis na emissão de julgamento de valores, somos equilibristas na evolução moral e intelectual. Combatemos os vícios, aprimorando nossas virtudes, com conhecimento de causa. Não basta apenas reprimir a sombra, precisamos reconhecê-la para poder enfrentá-la, ou seja, precisamos fazer acompanhar este processo interno com autopercepção. Uma atitude racional que seja, sem bom senso, não passa de hipocrisia, de repressão cega e insensata. Educando o nosso espírito podemos esperar um comportamento moral que nos conduza à generosidade. Neste sentido, podemos dizer que a generosidade é uma virtude e, como tal, é parte integrante tanto do nosso consciente quanto do nosso inconsciente, transcendendo o nosso dia a dia.
Crédito: Maçonaria Glória do Ocidente |
TIPOS PSICOLÓGICOS DE NOSSA ATUALIDADE

PSICÓLOGO ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO
TIPOS PSICOLÓGICOS DE NOSSA ATUALIDADE
Definir os tipos psicológicos de nossa era não é tarefa árdua, mas diria pessimista e recheada de sofrimento. O primeiro psicólogo da história a tentar defini-los (CARL GUSTAV JUNG) certamente sentiria um mal estar absoluto, pois seu modelo consistia em quatro tipos específicos: introvertido; extrovertido; colérico e fleumático. O primeiro era resistente ao contato social, o segundo era amplamente narcisista, o terceiro encarnava o tipo agressivo, e o último a frieza de sentimentos. Transportando para nossa atualidade gostaria de expor ainda quatro tipos básicos: o perverso; o tímido; o autopunitivo ou sabotador e o impulsivo-agressivo. Obviamente estes não explicam o ser humano por completo, apenas é uma espécie de criar um quadro para o entendimento pessoal e social. O perverso sem dúvida alguma é o grande líder da atualidade, não tem nenhum receio ou pudor para incrementar sua vaidade pessoal ou narcisismo, a despeito do sofrimento alheio; é um orgulho fazer do mundo um palco ou museu 24 horas para expor suas perversões ou manias, sem nenhum senso crítico ou sentimento de culpa, o que vale é seu direito individualista para o gozo pessoal, independentemente se causará ou dano ao outro.
O perverso institui um tribunal de exceção, por não conseguir trabalhar a frustração, não admite em hipótese alguma perdas ou rejeições, é um ultraje alguém lhe impor regras ou limites, já que a coletividade segundo seu pensamento lhe é devedora eterna. O perverso capitaliza na plenitude sua falta ou castração segundo os conceitos da psicanálise, não lhe é possível nenhum interdito, qualquer experiência tem de estar direcionado ao seu gozo íntimo, o outro deverá acatar com parcimônia sua posição de escravo referente ao desejo do mesmo, não pode haver protesto ou rebelião, o perverso é o fundador de um estado totalitário no campo sexual e afetivo, sua tirania não é a aniquilação do outro, mas a completa subserviência perante seus desejos. O perverso se acha o pioneiro e o mais criativo na arte do gozo, tem a certeza de uma criatividade única nesse terreno, não aceita competidores apenas pessoas que possam incrementar suas crenças fantasiosas. Ele é único, um resquício de uma monarquia no terreno sexual, engrandecendo sua soberba e egoísmo citados. É seu direito ser único na arte de transgredir, rechaçar o amor em nome de uma eterna experimentação de gozos. A sociedade é seu laboratório para a masturbação.
O perverso institui um tribunal de exceção, por não conseguir trabalhar a frustração, não admite em hipótese alguma perdas ou rejeições, é um ultraje alguém lhe impor regras ou limites, já que a coletividade segundo seu pensamento lhe é devedora eterna. O perverso capitaliza na plenitude sua falta ou castração segundo os conceitos da psicanálise, não lhe é possível nenhum interdito, qualquer experiência tem de estar direcionado ao seu gozo íntimo, o outro deverá acatar com parcimônia sua posição de escravo referente ao desejo do mesmo, não pode haver protesto ou rebelião, o perverso é o fundador de um estado totalitário no campo sexual e afetivo, sua tirania não é a aniquilação do outro, mas a completa subserviência perante seus desejos. O perverso se acha o pioneiro e o mais criativo na arte do gozo, tem a certeza de uma criatividade única nesse terreno, não aceita competidores apenas pessoas que possam incrementar suas crenças fantasiosas. Ele é único, um resquício de uma monarquia no terreno sexual, engrandecendo sua soberba e egoísmo citados. É seu direito ser único na arte de transgredir, rechaçar o amor em nome de uma eterna experimentação de gozos. A sociedade é seu laboratório para a masturbação.
sábado, 9 de julho de 2011
Bertrand Russell, in "A Free Man's Worship"
A Grande Renúncia Cedo ou tarde, a todo o homem chega a grande renúncia. Para o jovem não existe nada inalcançável. Que algo bom e desejado com toda a força de uma vontade apaixonada seja impossível, não lhe parece crível. Mas, ou por meio da morte ou da doença, da pobreza ou da voz do dever, cada um de nós é forçado a aprender que o mundo não foi feito para nós e que, não importa quão belas as coisas que almejamos, o destino pode, não obstante, proibi-las. É parte da coragem, quando a adversidade vem, suportá-la sem lamentar a derrocada das nossas esperanças, afastando os nossos pensamentos de vãos arrependimentos. Esse grau de submissão (...) não é somente justo e correcto: ele é o portal da sabedoria. Bertrand Russell, in "A Free Man's Worship" |
Caminho da solidão
A Boa e a Má Fama
No mundo sempre correu igual risco a boa como a má opinião, e na opinião de muitos, mais arriscada foi sempre a boa que a má fama; porque as grandes prendas são muito ruidosas, e muitas vezes foi reclamo para o perigo mais certo o mais estrondoso ruído. O impertinente canto de uma cigarra nunca motivou atenções ao curioso caçador das aves. A melodia, sim, do rouxinol, que este sempre despertou o cuidado ao caçador, para lhe aparelhar o laço. A primeira cousa que se esconde dos caçadores com instinto natural, suposta a história por verdadeira, que muitos têm por fabulosa, é o carbúnculo, aquele diamante de luz, que lhe comunicou a natureza, como quem conhece que, em seu maior luzir, está o seu maior perigar. O ruído que faz a grande fama também faz com que o grande seja de todos roído, quando nas asas da fama se vê mais sublimado. Quem em as asas da fama voa também padece; porque não há asas sem penas, ainda que estas sejam as plumagens, com que o benemérito se adorna. Só aos mortos costumamos dizer se fazem honras, e será porque, a não acabarem as honras com a morte, a ninguém consentiria aplausos o mundo, e menos a inveja. O merecimento sempre foi mal visto dos invejosos; são os olhos da inveja os que dão quebranto às acções generosas, que, como de cristal, parece que estalam ao lume dos mesmos olhos que as vêem. Muito diferentes visos fazem as acções generosas aos olhos da inveja, conforme a luz a que se opõe, e logo se vêem com agrados ou com defeitos. O mais excelente quadro posto a uma luz, logo mostra borrões, e visto a melhor luz, logo descobre pinturas. Uns mesmos rasgos a uma luz, são descrédito da ideia, e a outra são suspensão da arte. As obras de um herói, postas a uma luz escura da razão e da vontade, são borrões que ofendem; à melhor luz do entendimento, são primores que admiram.
Padre António Vieira, in "As Sete Propriedades da Alma"
Liberdade
Liberdade
Carlos Marighella
Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome”
São Paulo, Presídio Especial, 1939
PEDRO TIERRA
PEDRO TIERRA
Hoje eu queria dizer-lhe muitas coisas,
de resto, ninguém mais poderia ouvir-me.
Seu coração receba o vento de minha dor.
A porta do calabouço cerrou os dentes
sobre meus ossos.
A morte visita minha boca
num murmúrio sepultado e inútil.
Sinto enorme o peso das palavras.
É quando a mudez se tornou vício.
É quando o muro não cercou o corpo apenas
e há coisas necessitando explodir.
É quando a palavra dita não vem do cerne
e se perde na cinza.
Eu queria dizer-lhe muitas coisas,
Não há como fazê-lo.
Na cela ao lado, um companheiro morto.
Algo a dizer sobre isso?
O que pode o grito se não se perpetua?
As palavras estão gastas, mortas por dentro.
Meu corpo será meu grito,
embora hoje permaneça mudo
e sem esperança de compor um canto urgente.
Hoje eu queria dizer-lhe muitas coisas...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
ORGULHO
O orgulho é a preocupação exagerada do "eu", que gera muitos defeitos de caráter.
Com a preocupação exagerada do "eu" nos tornamos intolerantes. Não vivemos nem deixamos viver porque o orgulho nos faz invejar o outro. Queremos ser como o outro e não conseguindo porque não somos o outro, podemos repelir, rejeitar porque ele nos incomoda. Querendo ser como o outro, podemos também invadir seu espaço.
Podemos nos tornar intolerantes também quando alguém está nos espelhando algum defeito, que pelo orgulho não queremos ver, então jogamos no outro a culpa.
O complexo de inferioridade e de superioridade tem muito a ver com o orgulho, pois queremos ser os maiores e não sendo, não nos conformamos em ser um entre os demais. Então, já que não somos os maiores, seremos os menores.
A timidez: como podemos nos mostrar com nossos erros e nossos acertos? E nosso orgulho, onde fica? O orgulho nos leva ao perfeccionismo, e este é altamente destruidor, pois por melhor que façamos, nunca está bom, então não fazemos nada.
O orgulho nos leva ao ressentimento. Parece que o mundo quer nos magoar e, sentindo o orgulho ferido, nos ressentimos e não perdoamos e aí nosafastamos de Deus.
Pelo orgulho queremos ser Deus ou manipular as pessoas. Por fim, o orgulho nos paralisa, não deixa mostrar nossos defeitos nem nossas qualidades. O Programa de Doze Passos propõe olharmos o lado espiritual, a nossa relação com Deus e, quando o conseguimos, vamos nos libertando, despertando para o Espírito.
O orgulho é um conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo. Tudo que fizemos durante nossas vidas foi exatamente isto. Desde criança tínhamos que ser melhores em tudo, tínhamos que nos destacar das demais. Vivíamos em função de fazer as coisas sempre melhor do que os outros. Alguns de nós se consideravam uma criança feia fisicamente, aí então nos dedicávamos de corpo e alma aos estudos e com isso realmente nos destacávamos de todas os alunos. A badalação e elogio dos colegas e professores elevaram nosso orgulho ao último grau. O balão foi inflando dentro de nós de tal forma que passamos a nos considerar o próprio "Deus". Que ser humano pode controlar essa bola de neve pela vida toda? Ninguém! Foi exatamente o que aconteceu conosco. Precisamos cair no mais fundo de poço emocional para, com a ajuda dos Dozes Passos, aceitar que o orgulho só nos fez mal durante toda a vida.
As principais falhas humanas, os Sete Pecados Capitais são: Orgulho, Avareza, Inveja, Luxúria, Ira, Gula e preguiça. Não é por acaso que a primeira delas é o orgulho. O orgulho, que leva à autojustificação, sempre iniciado por temores conscientes ou inconscientes, é o principal causador da maioria das dificuldades humanas, é o maior obstáculo ao progresso verdadeiro. O orgulho nos induz a fazer exigências de nós e dos outros que não podem ser cumpridas sem perversão ou abuso dos instintos que DEUS nos deu. Quando a satisfação de nossos instintos pelo sexo, segurança e posição social se torna o único objetivo de nossas vidas, então o orgulho entra em cena para justificar nossos excessos.
Na nossa cabeça, orgulho e egoísmo se confundem. São muito parecidos. Pelo egoísmo, egocentrismo e orgulho, queremos ser o "centro das atenções", queremos estar num altar.
Tudo deve convergir para nossa rica pessoa. A atenção das pessoas para conosco deve nos fazer sobressairmos, os benefícios devem ser maiores para nós, queremos ser destacados como os melhores, mais bonitos, mais inteligentes, só nós sabemos o que está certo, o que é verdade, devemos ter o melhor lugar à mesa, sentar na melhor cadeira, devemos dirigir as outras pessoas, nossos filhos são os melhores, mais bonitos, mais inteligentes, merecem um ótimo casamento, etc. Se estas coisas não acontecem, nos ofendemos, ficamos emburrados porque não fomos cumprimentados efusivamente, porque nossas idéias não foram postas em prática, porque não fomos convidados, porque outras pessoas agradam mais, etc. Afinal, somos mesmo melhor que os outros ? Valemos mais que eles? Por que? Por orgulho alguns de nós sendo tímidos, não admitimos nos sair mal diante dos outros, não temos a humildade de nos expormos, não admitimos errar como os outros. É o complexo de superioridade e não inferioridade como costumamos pensar. Para nós, só os inferiores fazem feio ou erram. Nós não. Por orgulho, menosprezamos as pessoas, olhamos por cima, reclamamos sempre da maneira como fomos tratados, escolhemos as pessoas com quem vamos conversar, só queremos o que dá status, nos isolamos, estamos sempre de mau humor, e vai por ai.
Enfim, nos valorizamos demais, por isso nos ofendemos tanto. Esquecemos que somos um ser humano como todos os outros, com qualidades e defeitos.
Hoje temos plena consciência que vamos precisar trabalhar o resto da vida no sentido contrário do orgulho tendo como meta a humildade - uma palavra freqüentemente mal compreendida.
Às vezes, podemos erroneamente pensar que humildade é fazer pelos outros e nos colocar em segundo plano. Se tendemos à manipulação, podemos erroneamente pensar que nossos desempenhos do tipo "não sou ninguém" são humildade. Ou podemos pensar que apenas dizer "sinto muito" a estará demonstrando. O fato é que não sabemos o que é a humildade sadia e piedosa.
Para aqueles de nós que têm progredido dentro da recuperação, humildade representa um reconhecimento claro do que e de quem somos realmente, seguido de um esforço sincero para ser aquilo que poderíamos ser. Portanto nossa primeira medida prática em direção à humildade deve consistir no reconhecimento de nossas deficiências. Não se pode corrigir defeito algum sem ver claramente o que é. Mas precisamos fazer mais do que ver. Começávamos a perceber que às vezes nos faltava honestidade e tolerância, e éramos dominados por crises de autopiedade ou delírios de grandeza. Porém, embora isto fosse uma experiência humilhante, não significava, necessariamente, que já havíamos alcançado a verdadeira humildade. Embora finalmente reconhecidos, nossos defeitos permaneciam. Era necessário fazer algo a respeito deles e logo descobrimos que sozinhos não conseguíamos afastá-los, mesmo que o desejássemos.
A verdadeira humildade subentende que vemos a nós mesmos como DEUS nos vê. pomo-nos na perspectiva correta à luz do plano divino. A humildade apropriada é vista num homem que veio a este mundo a dois mil anos atrás, que se esvaziou para obedecer a vontade de DEUS, para servir aos outros e realizar o plano divino para sua vida. Ele tinha todo o direito de tratar este mundo com superioridade, mas em vez disso veio como servo submisso, que fazia a vontade de DEUS. Assim, podemos ser como ele em nossa humildade, ao nos colocarmos sob o controle de DEUS e nos submetermos a sua vontade seu plano para nossas vidas.
"Aos orgulhosos DEUS resiste, mas dá sua graça aos humildes". Tiago 4,6
Considerações sobre o ressentimento
Ressentimento
O ressentimento é um grande bloqueio à recuperação, que precisa ser removido. Ele é formado da amargura e da raiva que sentimos das pessoas ou coisas que percebemos como ameaças a nossa segurança ou bem estar ou que nos prejudicaram. Se não forem removidos, nossos ressentimentos impedem nosso progresso e crescimento.
Os ressentimentos são o ofensor número um e muitas vezes a causa principal da doença espiritual. Quando os relacionamos, vemos como eles afetaram nosso amor-próprio, nosso bem estar e nossos relacionamentos pessoais. O apego aos ressentimentos causa tensão, ansiedade e incontroláveis sentimentos de raiva que, se não forem solucionados, terão graves conseqüências emocionais e físicas. Se permitirmos que nossos ressentimentos prevaleçam, uma grave depressão poderá se desenvolver e acabar nos destruindo.
Nosso ressentimento para com pessoas, lugares e coisas que nos magoaram mantém-nos preocupado e limitam nossa capacidade de viver o momento presente. O ressentimento resulta de esconder as dores amargas que ofuscaram nossas vidas. Evoca raiva, frustração e depressão. Quando nossos ressentimentos não se desfazem, arriscamo-nos a ter graves doenças físicas e mentais.
O ressentimento é a causa encoberta de muitas formas de doença espiritual. Nossos males mentais e físicos são freqüentemente o resultado direto dessa condição doentia. Sem dúvida os outros nos prejudica e temos o legítimo direito de nos sentir ressentidos. Entretanto, isso não castiga ninguém além de a nós mesmos. Não podemos guardar ressentimento e ao mesmo tempo encontrar a cura. A melhor maneira de largarmos é pedir a Deus a força para esquecer o ofensor. Aprender a lidar com o ressentimento de forma saudável é parte importante de nosso processo de recuperação. Quando nos ressentimos, talvez estejamos:
Sentindo-nos magoados Sentindo-nos ultrajados Sentindo falta de amor próprio
Sentindo-nos excluídos Revidando Zangados/Amargos
O ressentimento é uma raiva crônica e eterna. Ex: "Eu perdoei, mas não esqueci!" Perdoou coisa nenhuma! Esse fato de nossas vidas ficou gravado até hoje e nos marcaram muito! Ficou o medo, a ferida e a mágoa do trauma, do vexame, do insucesso, da dor e a raiva de algo ou de alguém que julgamos culpado pelo que aconteceu.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)










