
PSICÓLOGO ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO
TIPOS PSICOLÓGICOS DE NOSSA ATUALIDADE
Definir os tipos psicológicos de nossa era não é tarefa árdua, mas diria pessimista e recheada de sofrimento. O primeiro psicólogo da história a tentar defini-los (CARL GUSTAV JUNG) certamente sentiria um mal estar absoluto, pois seu modelo consistia em quatro tipos específicos: introvertido; extrovertido; colérico e fleumático. O primeiro era resistente ao contato social, o segundo era amplamente narcisista, o terceiro encarnava o tipo agressivo, e o último a frieza de sentimentos. Transportando para nossa atualidade gostaria de expor ainda quatro tipos básicos: o perverso; o tímido; o autopunitivo ou sabotador e o impulsivo-agressivo. Obviamente estes não explicam o ser humano por completo, apenas é uma espécie de criar um quadro para o entendimento pessoal e social. O perverso sem dúvida alguma é o grande líder da atualidade, não tem nenhum receio ou pudor para incrementar sua vaidade pessoal ou narcisismo, a despeito do sofrimento alheio; é um orgulho fazer do mundo um palco ou museu 24 horas para expor suas perversões ou manias, sem nenhum senso crítico ou sentimento de culpa, o que vale é seu direito individualista para o gozo pessoal, independentemente se causará ou dano ao outro.
O perverso institui um tribunal de exceção, por não conseguir trabalhar a frustração, não admite em hipótese alguma perdas ou rejeições, é um ultraje alguém lhe impor regras ou limites, já que a coletividade segundo seu pensamento lhe é devedora eterna. O perverso capitaliza na plenitude sua falta ou castração segundo os conceitos da psicanálise, não lhe é possível nenhum interdito, qualquer experiência tem de estar direcionado ao seu gozo íntimo, o outro deverá acatar com parcimônia sua posição de escravo referente ao desejo do mesmo, não pode haver protesto ou rebelião, o perverso é o fundador de um estado totalitário no campo sexual e afetivo, sua tirania não é a aniquilação do outro, mas a completa subserviência perante seus desejos. O perverso se acha o pioneiro e o mais criativo na arte do gozo, tem a certeza de uma criatividade única nesse terreno, não aceita competidores apenas pessoas que possam incrementar suas crenças fantasiosas. Ele é único, um resquício de uma monarquia no terreno sexual, engrandecendo sua soberba e egoísmo citados. É seu direito ser único na arte de transgredir, rechaçar o amor em nome de uma eterna experimentação de gozos. A sociedade é seu laboratório para a masturbação.
O perverso institui um tribunal de exceção, por não conseguir trabalhar a frustração, não admite em hipótese alguma perdas ou rejeições, é um ultraje alguém lhe impor regras ou limites, já que a coletividade segundo seu pensamento lhe é devedora eterna. O perverso capitaliza na plenitude sua falta ou castração segundo os conceitos da psicanálise, não lhe é possível nenhum interdito, qualquer experiência tem de estar direcionado ao seu gozo íntimo, o outro deverá acatar com parcimônia sua posição de escravo referente ao desejo do mesmo, não pode haver protesto ou rebelião, o perverso é o fundador de um estado totalitário no campo sexual e afetivo, sua tirania não é a aniquilação do outro, mas a completa subserviência perante seus desejos. O perverso se acha o pioneiro e o mais criativo na arte do gozo, tem a certeza de uma criatividade única nesse terreno, não aceita competidores apenas pessoas que possam incrementar suas crenças fantasiosas. Ele é único, um resquício de uma monarquia no terreno sexual, engrandecendo sua soberba e egoísmo citados. É seu direito ser único na arte de transgredir, rechaçar o amor em nome de uma eterna experimentação de gozos. A sociedade é seu laboratório para a masturbação.