quarta-feira, 23 de março de 2011

LCLF


TIMIDEZ

Se me deseja,
venha,
aproxime-se.
Toque meus olhos,
retire o cisco
de dúvida
que existe em 
minha hesitação.
Assim,
minha bela,
seu toque
representará o sim
do amor que
tanto espero.

terça-feira, 22 de março de 2011

Estudo sobre a Solidão



A solidão é  uma experiência dolorosa que tem assolado ou atingido pessoas de todas as idades, raças, camadas sociais e crenças, sendo já considerada o grande mal deste século. A solidão é uma realidade. É um fato presente na vida de muitas pessoas. [Salmo 25:16 Salmo 102:6-7 Deuteronômio 
32:10].
Vivendo  em  uma das maiores, e mais populosa cidade do mundo; ou trabalhando num escritório rodeado de pessoas, ainda assim podemos sentir profunda e  esmagadora solidão. Ninguém está imune ao seu  impacto devastador.
Apesar dos avanços do século XXI, a solidão está tomando proporções preocupantes e não é exagero afirmar, que já estamos vivendo numa sociedade de pessoas solitárias. Lideres de Governo, altos executivos de bem sucedidas corporações, atletas, artistas, pessoas simples da comunidade,  e  até mesmo “Obreiros-Ministros do Evangelho”,  mesmo sendo portadores da mensagem libertadora do Evangelho de Cristo, não estão imunes, às muitas situações que podem provocar transtornos físicos, psicológicos, emocionais, sociais e mesmo de ordem ministerial capaz de fazer  o  obreiro mergulhar e  conviver com o fantasma da solidão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ERASMO CARLOS - SENTADO À BEIRA DO CAMINHO



Atendendo a um pedido muito especial, posto esta canção de Roberto e Erasmo carlos, que serviu como trilha sonora de um filme (talvez 12 Homens e Outro segredo, não estou bem certo ) . Fui a um show de Erasmo Carlos quando ele, muito feliz, anunciou a a novidade. Espero que a leitora, que me conhece e sabe do meu e-mail privado, goste:

SENTADO A BEIRA DO CAMINHO


Eu não posso mais ficar aqui
A esperar!
Que um dia de repente
Você volte para mim...

Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim...

Meu olhar se perde na poeira
Dessa estrada triste
Onde a tristeza
E a saudade de você
Ainda existe...

Esse sol que queima
No meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto
O seu olhar
Que eu trago na lembrança...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto...

Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Carros, caminhões, poeira
Estrada, tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente...
Só você não vê que eu
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira
Por você
Sentado à beira do caminho...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

ROBERTO CARLOS nossa canção

Nao identificado Gal Costa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

LEMA DO PSICODRAMA

Jacob Levy Moreno Share
 Lema do Psicodrama


"Um Encontro de dois:
olhos nos olhos,
face a face.
E quando estiveres perto,
arrancar-te-ei os olhos e
colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
e tu ver-me-ás com os meus"


Recentemente um homem, descalço e faminto, quase imóvel, foi visto por centenas e centenas de pessoas, andando com dificuldade. Tinha os pés queimados. A maioria dos olhares endereçados a este estranho cidadão, eram da mais pura indiferença e até de escárnio.
Como se fosse um leproso, ou um drogado, ninguém ousou aproximar-se. Ele nada pedia em seu sofrimento evidente e os circunstantes, que o olhavam, sequer se dispuseram a perguntar-lhe: precisa de ajuda? quer um copo com água? Que posso fazer para amenizar a sua dor? 
O rapaz, olhava todos e imaginava quais os sentimentos que se processavam na mente de Cristo, enquanto percorria a via Crucis, diante de uma multidão enorme de gente. Aquela gente que o rapaz via, em nada diferia dos indiferentes, ignorantes e covardes que presenciaram o suplicio de Jesus, com aquela coroa de espinhos, na cabeça, exausto, sedento, tropeçando e, açoitado, carregando uma pesada cruz. Alguns exemplos dignos de caridade cristã ficaram marcados na história, outros tantos servem apenas como exemplo do que não devemos ser, nem fazer com o próximo.
O cidadão se foi, carregando sua dor interior e nunca mais voltou. Aqueles que escarneceram, foram indiferentes, certamente ele os absolveu, como Cristo fez, afinal, toda aquela gente não sabia o que fazia. 
Um dia, que Deus os livre e guarde, poderão passar pela mesma situação e talvez encontrem uma mão amiga, talvez a mão daquele cidadão que passou vilipendiado em sua dor, sem ninguém para estender-lhe a mão. 
Os bons são diferentes: sabem perdoar os fracos, que, invariavelmente, se imaginam fortes e superiores diante da desgraça alheia.  
(texto do Blog Outros Olhares)

A FLOR DO MARACUJÁ CATULO DA PAIXÃO CEARENSE

Treze linhas para Viver

13 Linhas Para Viver


1. Gosto de você não por quem você é, mas por quem sou quando estou contigo;

2. Ninguém merece tuas lágrimas, e quem as merece não te fará chorar;

3. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que este alguém não te ame com todo o seu ser;

4. Um verdadeiro amigo é quem te pega pela mão e te toca o coração;

5. A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca vai poder tê-lo;

6. Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso;

7. Pode ser que você seja somente uma pessoa para o mundo, mas para uma pessoa você seja o mundo;

8. Não passe o tempo com alguém que não esteja disposto a passar o tempo contigo;

9. Quem sabe Deus queira que você conheça muita gente errada antes que conheças a pessoa certa, para que quando afinal conheça esta pessoa saibas estar agradecido;

10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu;

11. Sempre haverá gente que te machuque, assim que o que você tem que fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem você confia duas vezes;

12. Converta-se em uma pessoa melhor e tenha certeza de saber quem você é antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem você é;

13. Não se esforce tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperamos.

Gabriel García Marquez

Crédito : Marcos Ricardo 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Breviário Político de Caedeal Mazarino

CONHECE-TE A TI MESMO



És tu sujeito à cólera, ao medo, à audácia ou a qualquer paixão?
Quais são os teus defeitos de caráter? Quais os teus erros de comportamento, na igreja, à mesa, durante a conversação, no jogo e em todas as outras atividades, em particular as sociais?

Examina-te fisicamente. Tens tu o olho insolente, o joelho ou a nuca muito rígidos, a fronte enrugada, os lábios muito delicados, o andar muito rápido ou muito lento?

Têm as pessoas que freqüentas boa reputação? São elas ricas e judiciosas? Em quais ocasiões és tu suscetível de perderes o controle ou de cometeres erros de linguagem ou de conduta? Quando bebes? Durante uma refeição? Quando jogas? Ou quando és atingido pela desgraça? Ou naqueles momentos em que, como diz Tácito, "as almas dos mortais são vulneráveis"?
Não terás teus hábitos em lugares suspeitos, vulgares ou mal-afamados, indignos de ti?

Aprende a vigiar todas as tuas ações e não relaxes jamais na vigilância.
Eis a que te prepara a leitura deste livro; isto é: a refletir sem cessar sobre o lugar onde estás, as circunstâncias em que te encontras, sobre tua classe e sobre a classe daqueles com quem tens trato.

Anota cada um dos teus defeitos e vigia-te, em conseqüência.
É bom, cada vez que se comete uma falta, impor-se uma provação.
Se amargas alguma ofensa de alguém, silencia: não faças nada que traia tua cólera. Durante todo o tempo em que as circunstâncias tornarem inútil qualquer manifestação de animosidade de tua parte, não procures te vingar, mas finge não te teres ressentido; e espera tua hora.
Que tua fisionomia nunca exprima nada, nem o mínimo sentimento, senão uma perpétua afabilidade. E não sorrias ao primeiro que chegar e que te transmita algum calor.

Deves ter informações sobre todo mundo, sem entretanto comunicares teus segredos a ninguém, mas espionarás os segredos dos outros.
Não digas nada, não faças nada que choque o decoro, ao menos em público, mesmo se tu o fazes naturalmente e sem maldade, porque os outros te levarão a mal.
Mantém atitude reservada sempre, observando tudo com o olhar.
Mas, atenção para que tua curiosidade não ultrapasse as barreiras dos teus cílios.
Eis, ao que me parece, como se conduzem os homens prudentes e hábeis o bastante para se verem ao abrigo de preocupações.


Breviário dos Políticos - escrito pelo Cardeal Mazarino é parte integrante do livro Conselhos aos Governantes publicado pelo Senado Federal e organizado por Walter Costa Porto. Teve a tradução do francês para o português feita por Roberto Aurélio Lustosa da Costa.

CARDEAL MAZARINO

Giulio Raimondo Mazzarino, ou Jules Mazarin, nasceu em Pescina, Itália, em 14 de julho de 1602.
Aluno dos jesuítas, em Roma, estudou Direito em Alcalá e Madri, na Espanha e, de volta a Roma, em 1624, ingressa no serviço militar do Papa.
Nomeado, pela Santa Sé, vice-legado em Avignon, em 1634, e núncio em Paris, em 1635-6, Richelieu o convoca para o serviço de Luís XIII. Em 1639 alcança a cidadania francesa e, por influência de Richelieu, torna-se cardeal.
Com a morte de Richelieu, Mazarino o sucede, como primeiro-ministro.
Quando morreu em 1661, teria ele, segundo seus biógrafos, concretizado grande parte dos objetivos propostos por Richelieu: a modernização do estado, a restauração do absolutismo, a subjugação da nobreza, a derrota dos Habsburgos e o restabelecimento dos Pirineus e do Reno como as fronteiras naturais da França.
Para Roberto Aurélio Lustosa da Costa, tradutor deste Breviário dos Políticos, sucedem-se, no texto, "momentos de melancolia, cinismo e indiferença, quanto a qualquer valor de ordem moral, só importando a busca perseverante e incansável do poder e de sua sustentação e manutenção".
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